Tenho voltado a tomar a decisão de sentir,
em antevisões de mágoa a sacudir
a minha débil existência por decidir.
Em transparência, atravesso a mão
do futuro a agarrar-me com o seu Não
e alcanço, desaparecido, a desilusão.
Ressurge, imposta em desmotivação, nova vontade
de envolver o velho manto em realidade,
desnudando a coxa ferida de ansiedade
que me impele manco ao retrocesso
até à divisão selada, onde ingresso
numa outra encruzilhada, sempre em excesso.